Não recuso os prazeres
que me oferecem os sentidos
mas cumpro os meus deveres com o corpo
como amigo.
Meus pés percorrer distâncias,
me levando ao meu destino.
Hoje já não tenho passos
tenho, sòmente, caminhos.
Minhas longas mãos se estendem
como de árvores os galhos.
Às vezes cantam com o vento
mas, geralmente, trabalham.
Os meus joelhos dobrados
para Deus são orações,
pedindo o impossível alento do coração.
Quando para um instante para contemplar
o mundo
olho, só para entender
e cego pra ver mais fundo.
Minha carne adormecida
já esqueceu o que foi.
Eu faço versos tão doces
para esquecer o Amor.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
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