O rio da minha vida
é um rio bem valente:
ele é rio tributário,
não é rio afluente.
Riosinho aventureiro
vai se roçando nas margens
e cavalga as corredeiras
da vida, só com a coragem.
Deslizando na campina
vai saudando a paisagem;
nas onduladas campinas
descubro a felicidade.
Por não ser rio profundo
meu leito dá sempre vau
mas numa várzea me perco...
-em sentido literal.
Mudanças na ecologia,
desastres que me destroem:
às vezes o rio mata,
ás vezes o rio morre.
Na pobre periferia
das zonas industriais
poluo minhas ideias
nas águas sujas demais.
Pelas cidades passeio
apertado nos canais.
Vou acenando pras gentes
- Adeus, para nunca mais.
Corrente de sentimentos,
de nostalgia, talvez,
a Vida é como um rio
que só passa uma vez...
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário