Caminhamos bastante nesta estrada,
nossos pés transpondo o futuro.
- Caminhamos firmes, de mãos dadas
com a vida, a mente e o corpo juntos.
Às vezes asas negras nos seguiam,
com seu atroz gralhar nos altos ramos.
- Despistamos as aves de rapina
e prosseguimos com o peito aberto e franco.
A terra se abriu ,
o mar foi fundo.
O tempo foi cruel.
O fim do mundo.
Mas também teve
o verde das colinas
e a promessa de
prados ensolarados.
Acompanhamos o brilho das estrelas
com nossos olhos ingênuos e espantados.
Houve o sabor das coisas partilhadas.
e o bom leito para nos aquecer do frio.
Houve o prazer
das roupas engomadas
e o seguir ditoso do Destino.
Hoje, os longos caminhos
da memória
contam estórias de mil
cumplicidades:
recordações de horas
tão diversas
nesse percurso cheio
de saudades.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
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