quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A FLORESTA DOS SENTIDOS

Estendi meus ramos para enredar-te
e para minha sombra desviei teus caminhos.
Desdobrei-me em folhas, diante dos teus passos
e, para não magoar-te, arranquei meus espinhos.
Desabrochei em pétalas, para receber-te
e exalei o perfume de tantas ilusões.
Me arrancaste da terra com indiferença:
teu espírito se embrenha em outras sensações.

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