quarta-feira, 18 de junho de 2008

RELOGIO ANTIGO


RELOGIO ANTIGO


A solidão atravessava a sala
e o relógio, calado, assistia
o abandono assassinando a casa
e apenas o silêncio resistindo.

Desilusões cravavam-se na alma
e o indiferente relógio persistia
sintonizando os lentos movimentos
com o decorrer inútil de uma vida.

Recordações dilaceravam o peito
alucinando voltas ao passado:
que os ponteiros andassem inversamente
que a juventude pudesse ter parado.

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